adicionar aos favoritos | Divinópolis/MG

17/08/2008 17:01
Em campos mórbidos poetas iniciam sua prece
Diante do funeral todas as flores e da lua partida
Guardiões, demônios e anjos... de tudo se esquece
Ressuscitam as orações de uma língua esquecida
Não rogam a densa incansável euforia de uma vida
Nem rezam o glorioso eterno sopro que trás a morte
Cantando a sua canção, celebrando sua despedida
Um interlúdio musical deixa a vida entregue a sorte
Assim os poetas em guerra tornam-se os campeões
Conquistando os mundos e povos com suas canções
Dormindo com os corpos nos campos conquistados
Ouve do poeta suas mágoas em lacrima profanação
Ao lado sem corpos, dormem espíritos desmazelados
Dormem os poetas com feridas expostas sem coração
Anderson Marques Mileib